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Soma Criação

Consumo de jornais cresceu em 2019

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O veículo se destaca por meio das assinaturas digitais

Há tempos, o jornal se consagrou como um dos principais meios de comunicação da história. No século XIX, tornou-se o maior veículo de divulgação e recebimento de informações. Sobreviveu à criação do rádio e da televisão que, na época, foram considerados grandes invenções, ameaçando a soberania da mídia impressa. Não foi diferente com a internet.

Graças à credibilidade da versão impressa, os jornais criaram assinaturas digitais, em que é possível conferir notícias e informações on-line. A iniciativa tem dado certo e, no ano passado, a circulação aumentou consideravelmente. O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) fez uma relação com os possíveis motivos para isso.

Hábitos de consumo

Pedro Silva, presidente do IVC, acredita que os hábitos de consumo da população é um dos aspectos relevantes para o aumento da circulação de jornais. O veículo passou a ser visto como um meio mais abrangente e dinâmico, graças às assinaturas digitais. Ele afirma “houve um tempo em que os assinantes das versões impressas dos jornais também ganhavam o direito de ter uma assinatura digital e isso acaba influenciando nos dados. Agora, quando conseguimos diferenciar essas assinaturas, percebemos que o digital já responde pela maior parte da circulação dos grandes jornais. Já há algum tempo, as pessoas estão lendo mais o digital do que o impresso”.

Notícia para todos

Os jornais locais não se limitam às suas regiões e trabalham para obter maior alcance. Além de abrir portas para novas oportunidades, Silva explica que isso costuma atrair o público. Foi o que aconteceu com o Folha de São Paulo, que acompanha os acontecimentos do Brasil e do exterior.

Política e economia

Política e economia também foram responsáveis pela alta circulação dos jornais em 2019. Silva declara “os assuntos mais discutidos ao longo do ano de 2019 eram complexos e exigiam uma análise mais aprofundada. Embora estejamos em meio à proliferação de fake news, as pessoas buscam por informações de credibilidade quando precisam compreender melhor um assunto. A Reforma da Previdência é um bom exemplo. O assunto foi trabalhado na mídia há meses e as pessoas tinham curiosidade em entender como essas novas regras afetariam as suas vidas. Há, em todo o mundo, acontecimentos que precisam ser explicados de forma mais complexa e, nesse momento, as marcas jornalísticas consolidadas acabam prevalecendo”.

A tendência é que as pessoas deixem o jornal impresso de lado para apostar no ambiente digital, que promove mais alcance e informações atualizadas.

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