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Soma Criação

Campanha alerta e conscientiza, falando sobre a população de idosos na cidade

O filme da campanha, produzido pela DPBR, pretende conscientizar cidadãos de todo o país.

Em comemoração ao mês do idoso, o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon lançou uma campanha que questiona se as grandes cidades são, de fato, preparadas para acomodar pessoas com mais de 60 anos. A pesquisa, que será divulgada no ano que vem, sugere que 65% das metrópoles ainda não contam com uma estrutura adequada para o envelhecimento da população.

Campanha interativa

A ação inclui a participação do público, que pode responder a pesquisa no site. As respostas serão utilizadas para atualizar o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, desenvolvido pela própria instituição e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

Cidade X longevidade

Antônio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade, afirmou “estruturalmente, as cidades têm um papel fundamental no bem-estar e na longevidade de sua população. Mas o que vemos são cidades despreparadas para o envelhecimento de seus moradores, com calçadas repletas de obstáculos e em péssimo estado de conservação, ônibus altos demais para o embarque de idosos, sinais de pedestre com um tempo bem inferior ao necessário para atravessar as vias, banheiros públicos sem os equipamentos necessários para o uso adequado da população idosa. Poderíamos ficar horas aqui pontuando todos os itens que passam despercebidos para quem não precisa deles, mas que impactam diretamente a longevidade e o bem-estar dos cidadãos com mais de 60 anos”.

Acessibilidade

No que diz respeito ao assunto, Cid Blanco Jr., consultor em desenvolvimento urbano para habitação, declarou “os governos brasileiros sempre foram negligentes com a acessibilidade como um todo. E não somente com a população idosa, mas com o cego, o surdo, o cadeirante, com as pessoas com dificuldade de locomoção”. Ele ainda afirma “é preciso pensar para além da população idosa e da que tem necessidades especiais já pré-estabelecidas, e incluir também aquelas pessoas com necessidades momentâneas, seja porque quebraram uma perna, porque torceram o pé ou fizeram uma cirurgia e precisam de um apoio para levar uma vida normal, tendo garantido os seus acessos”.

O investimento em políticas públicas e na adaptação dos ambientes, já existentes, são essenciais para promover a qualidade de vida. A OMS (Organização Mundial da Saúde) criou o projeto “Rede Mundial de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas”, objetivando a troca de informações e experiências entre as metrópoles participantes para promover melhorias em seus espaços, adequando-os aos idosos.

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