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Soma Criação

O consumo de notícias pelas novas gerações

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“A próxima fronteira da mídia” aborda os hábitos de consumo do público

A Comscore, empresa americana que realiza análise de internet e fornece dados de marketing para outras companhias, divulgou os resultados da pesquisa “A próxima fronteira da mídia”, que aborda os hábitos de consumo de informações das gerações X, Y e Z.

Gerações conectadas

A pesquisa, realizada durante 2018 e 2019, constatou que os três grupos estão mais conectados e preferem buscar por conteúdos, dos mais variados temas, pelo celular. Contudo, o computador ainda é uma alternativa para o consumo de informações e continuará sendo utilizado em empresas e escritórios, segundo o vice-presidente sênior da Comscore, Alejandro Fosk. Ele afirma “essa migração tem se mostrado superior a 50%, independentemente do tipo de notícia, mostrando que os consumidores estão cada vez mais conectados, exigentes e demandantes por notícias importantes, rápidas e facilmente consumíveis, algo constatado especialmente na Europa.”

De acordo com o estudo, os mais jovens, pertencentes à geração Z, costumam ler notícias superficialmente e de forma pouco detalhada, mas são os que mais acompanham os telejornais matinais. Os que integram a X, por sua vez, leem todo o conteúdo e buscam por informações em nível global, nacional e regional.

A ascensão das redes sociais

Apesar da crescente propagação das contraditórias “fake news”, a galera da geração Z opta por utilizar as redes sociais para consumir informações. Os representantes da X e Y, preferem a mídia tradicional e portais confiáveis. Contudo, uma coisa é certa: membros dos três grupos gostam de discutir os assuntos e buscam maneiras de se informar melhor. Levando em conta essa tendência, Fosk declara “as mídias devem investir mais em criar eventos reais, gerar conteúdos que motivem conversações informais e entender qual a melhor forma e abordagem dar aos conteúdos, pois a qualidade e adequação ao público-alvo é cada vez mais essencial”.

Conteúdo pago

Quanto ao conteúdo premium, comum em diversas plataformas, a pesquisa afirma que as pessoas pertencentes às gerações X, Y e Z não estão dispostas a pagar para ter acesso. Entretanto, se for algo relevante e que proporcione entretenimento, eles concordam em custear. A Netflix e o Spotify, por exemplo, oferecem serviços considerados atrativos pelo público. Por isso, o vice-presidente da Comscore explica “baseada nessas constatações, a mídia deve investir em plataformas que contenham notícias, serviços e entretenimento. Seus conteúdos devem ser interessantes, interativos e exclusivos, o que exige agilidade e excelência na curadoria. Isso porque só serão bem sucedidos os publishers que tenham plataformas proeminentes, capazes de transformar seus visitantes em membros ativos e leais”.

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